Escaneamento por MFL do fundo de um tanque
Percorremos o piso completo do tanque com equipamentos de fuga de fluxo magnético e entregamos a espessura de cada chapa, com a localização e a profundidade de cada zona com perda de material.
- Cobertura de 100% da superfície do fundo, não uma amostragem
- Distingue perda de material na face superior e na inferior
- Mapa de espessuras como base para a avaliação API 653
- Equipamento próprio e pessoal certificado

MFL
Fundo de tanques
Por que o MFL vem antes da medição de espessuras
O fundo de um tanque de armazenamento é a zona que mais corrói e a que menos se vê: apoia sobre a base, trabalha em contato permanente com a água que decanta do produto e só fica acessível quando o tanque está vazio e desgaseificado. É também a maior superfície do ativo, e medi-la ponto por ponto com ultrassom levaria semanas.
O escaneamento por fuga de fluxo magnético resolve esse problema: o equipamento magnetiza a chapa à medida que avança e detecta a distorção do campo que qualquer falta de material produz. Em um único percurso cobre cem por cento da superfície e devolve um mapa com a espessura de cada chapa, indicando se a perda está na face superior —em contato com o produto— ou na inferior, do lado da base.
Esse mapa é o que diz ao inspetor onde medir. Sem ele, a medição de espessuras é uma amostragem às cegas sobre centenas de metros quadrados: pode-se passar ao lado da zona mais desgastada do piso e assinar um laudo que não a registra. Por isso o MFL é o primeiro ensaio ao abrir um tanque.
O que o escaneamento por MFL aporta
Cobertura total do fundo e dados rastreáveis para a avaliação de integridade
Cobertura Completa
100% da superfície do fundo, não pontos escolhidos por critério
Espessura por Chapa
Mapa com o remanescente de cada chapa e a profundidade de cada indicação
Menor Tempo de Parada
Um percurso rápido em vez de semanas de medição ponto por ponto
Base para a API 653
Dados com os quais se calcula a vida remanescente e o próximo intervalo
Perguntas frequentes sobre o escaneamento por MFL
O que é o escaneamento por MFL?
Um ensaio eletromagnético que percorre a chapa do fundo de um tanque magnetizando-a. Quando falta material, o campo magnético se deforma e os sensores do equipamento registram essa fuga. Daí sai a espessura remanescente de cada chapa e a localização exata de cada zona corroída.
O tanque precisa estar fora de serviço?
Sim. É uma inspeção interna: o inspetor entra no tanque, portanto ele precisa estar esvaziado, limpo, desgaseificado e com permissão de trabalho em espaço confinado. O escaneamento é coordenado dentro da janela da parada programada, junto com as demais tarefas de inspeção.
Distingue se a corrosão está acima ou abaixo da chapa?
Sim, e é uma das razões para usá-lo. A perda na face superior indica ataque pelo produto ou pela água decantada; a da face inferior, corrosão desde a base. A origem determina o que corresponde fazer, e uma medição que não as diferencia não permite decidir.
Substitui a medição de espessuras por ultrassom?
Não, ele a ordena. O MFL localiza e quantifica de forma massiva; o ultrassom confirma com precisão a espessura nas zonas que o mapa marcou como críticas. Os dois métodos são usados juntos e nessa ordem, e é assim que o plano de inspeção de um tanque sob a API 653 o prevê.
O que é entregue ao terminar?
Um laudo com o mapa do fundo por chapas, a espessura remanescente medida, a classificação de cada indicação por profundidade e face, e o registro fotográfico, assinado pelo inspetor certificado. É o insumo com o qual se calcula a vida remanescente do fundo.
Serviços relacionados
Referências normativas
- American Petroleum Institute (API) — publica os padrões API 653, API 1104 e API 579
- American Society for Nondestructive Testing (ASNT) — referência internacional em métodos e qualificação de END
- IRAM — norma IRAM-ISO 9712 de qualificação de pessoal de END