Ensaio por Partículas Magnéticas (PM)
Magnetizamos a peça, aplicamos as partículas e avaliamos as indicações com luz visível ou ultravioleta para localizar trincas superficiais e sub-superficiais em componentes ferromagnéticos.
- Aços ao carbono, aços ferríticos, aços de baixa liga e ferros fundidos
- Descontinuidades superficiais e sub-superficiais de pouca profundidade
- Via seca ou via úmida, com partículas visíveis ou fluorescentes
- Técnicos certificados sob a norma IRAM-ISO 9712

PM
Ensaio superficial
O que é o ensaio por Partículas Magnéticas?
O ensaio por partículas magnéticas (PM) localiza descontinuidades superficiais e sub-superficiais de pouca profundidade em materiais ferromagnéticos. Ao magnetizar a peça, uma trinca interrompe o fluxo magnético e gera um campo de fuga na superfície; as partículas ferromagnéticas aplicadas sobre a região se agrupam nesse campo e formam uma indicação que reproduz a forma, o comprimento e a orientação do defeito.
O método serve apenas em materiais que podem ser magnetizados: aços ao carbono, aços ferríticos, aços de baixa liga e ferros fundidos. Não é aplicável a aços inoxidáveis austeníticos, alumínio, cobre nem suas ligas. A magnetização é produzida com yoke eletromagnético, pontas de contato ou bobina, e o campo deve ficar transversal à descontinuidade procurada: por isso cada região é percorrida em duas direções a 90°, para não perder as trincas paralelas ao campo.
As partículas são aplicadas por via seca ou em suspensão úmida, com pigmento visível para avaliação com luz branca ou pigmento fluorescente para avaliação com luz ultravioleta em penumbra. Em trincas fechadas, de bordas muito justas como as de fadiga, o método é mais sensível que o líquido penetrante, porque não depende de um líquido chegar ao interior do defeito. Concluído o ensaio, a peça é limpa e, quando o magnetismo residual afeta o serviço, a usinagem posterior ou uma solda seguinte, é desmagnetizada.
Na Compañía Técnica, o ensaio é executado e interpretado por técnicos qualificados sob a norma IRAM-ISO 9712, com as práticas recomendadas da ASNT e os critérios de aceitação do código ASME ou da especificação do cliente. É o método habitual em juntas soldadas, eixos e árvores de transmissão, peças forjadas, ganchos e elementos de içamento, tanto na fabricação como em equipamentos em serviço. O relatório registra o método de magnetização, o tipo de partículas, a iluminação empregada e cada indicação com sua localização e extensão sobre um croqui da peça.
Vantagens das Partículas Magnéticas
Por que é o método de referência para descontinuidades superficiais em peças ferromagnéticas
Trincas fechadas e sub-superficiais
Revela descontinuidades de bordas justas e defeitos pouco profundos abaixo da superfície.
Resultado no momento
A indicação se forma durante o ensaio e é avaliada no local, com equipamentos portáteis.
Relatório rastreável
Cada indicação fica registrada com localização, orientação e extensão sobre um croqui da peça.
Pessoal qualificado
Ensaios executados e interpretados por técnicos certificados sob a norma IRAM-ISO 9712.
Perguntas frequentes sobre Partículas Magnéticas
O que é o ensaio por partículas magnéticas?
É um ensaio não destrutivo que localiza descontinuidades superficiais e sub-superficiais de pouca profundidade em materiais ferromagnéticos. A peça é magnetizada, aplicam-se partículas ferromagnéticas secas ou em suspensão úmida e essas partículas se agrupam sobre o campo de fuga produzido pelo defeito, formando uma indicação avaliada com luz branca ou com luz ultravioleta conforme o pigmento utilizado.
Em quais materiais pode ser aplicado?
Somente em materiais ferromagnéticos: aços ao carbono, aços ferríticos, aços de baixa liga e ferros fundidos. Não se aplica a aços inoxidáveis austeníticos, alumínio, cobre, bronze nem titânio, porque não se magnetizam. Nesses materiais, a busca de descontinuidades superficiais é feita com líquidos penetrantes ou com correntes parasitas.
Qual a diferença entre partículas magnéticas e líquidos penetrantes?
Os líquidos penetrantes funcionam em qualquer material não poroso, magnético ou não, mas detectam apenas descontinuidades abertas à superfície e dependem de o líquido penetrar no defeito. As partículas magnéticas exigem um material ferromagnético, detectam também descontinuidades sub-superficiais pouco profundas e são mais sensíveis em trincas fechadas, como as de fadiga.
Quando se usa a via seca e quando a via úmida?
A via seca é empregada em superfícies rugosas, como soldas no estado bruto, e favorece a detecção de descontinuidades sub-superficiais. A via úmida usa partículas mais finas em suspensão e oferece maior sensibilidade em trincas superficiais muito finas, em especial com partículas fluorescentes avaliadas com luz ultravioleta em penumbra.
Quais normas e qual pessoal participam do ensaio?
O pessoal é qualificado segundo a IRAM-ISO 9712 e trabalha com as práticas recomendadas da ASNT; os critérios de aceitação de juntas soldadas e vasos de pressão vêm do código ASME ou da especificação do cliente. O relatório registra o método de magnetização, o tipo de partículas e a iluminação, e detalha cada indicação com sua localização e extensão.
Serviços relacionados
Referências normativas
- IRAM — norma IRAM-ISO 9712 de qualificação de pessoal de END
- American Society for Nondestructive Testing (ASNT) — referência internacional em métodos e qualificação de END
- ASME — código de vasos de pressão e qualificação de soldagem