Ensaio não destrutivo

Réplicas Metalográficas em Equipamentos em Serviço

Reproduzimos a microestrutura da superfície do componente sobre um filme de acetato e a avaliamos em laboratório com microscópio óptico. O material permanece no lugar: não se corta a parede nem se extrai um corpo de prova.

  • Sem extrair corpos de prova nem cortar o componente
  • Detecta fluência, grafitização e esferoidização
  • Caldeiras, fornos, linhas de vapor e reformadores
  • Pessoal qualificado conforme IRAM-ISO 9712
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Inspeção de um vaso de pressão onde são retiradas réplicas metalográficas da superfície do material

RM

Microestrutura

O que é uma réplica metalográfica?

A réplica metalográfica é um ensaio não destrutivo que copia a microestrutura da superfície de um componente sem extrair material da parede. Em uma área delimitada aplica-se um polimento progressivo e um ataque químico que revela os contornos de grão e as fases presentes; sobre ela é colocado um filme de acetato que, ao curar, fica com o relevo dessa microestrutura. O filme é depois analisado em laboratório com microscópio óptico, nos aumentos que o caso exigir.

O que se observa na réplica é o estado real do material após milhares de horas em temperatura, e não o de um corpo de prova de referência. Em aços ao carbono e de baixa liga de caldeiras e linhas de vapor identificam-se cavidades de fluência (creep) alinhadas nos contornos de grão, esferoidização da perlita, grafitização, descarbonetação e crescimento de grão. A progressão dessas etapas situa cada zona em uma escala de dano e fornece o insumo microestrutural para uma avaliação de vida residual.

O ensaio é executado sobre o equipamento instalado: não é preciso cortar a parede, soldar um remendo nem substituir o trecho ensaiado. Por isso se aplica em superaquecedores e reaquecedores de caldeira, coletores de vapor, tubos e serpentinas de forno, reformadores e trechos de vapor de alta temperatura, onde extrair um corpo de prova obrigaria a uma substituição. A Compañía Técnica entrega um relatório com as micrografias, o grau de dano de cada zona e a localização exata de cada réplica sobre o equipamento.

Os critérios de avaliação apoiam-se nas práticas da ASME para componentes pressurizados e nas diretrizes da ASNT para a qualificação do método, com pessoal qualificado conforme IRAM-ISO 9712.

O que a Réplica Metalográfica Entrega

Informação microestrutural do material que está em serviço, retirada do equipamento e não de um corpo de prova de laboratório.

Microestrutura in situ

Contornos de grão e fases do material como o serviço os deixou.

Sem troca de trecho

Não se corta a parede nem se substitui o componente ensaiado.

Relatório com micrografias

Grau de dano por zona e croqui com a localização de cada réplica.

Pessoal qualificado

Técnicos qualificados conforme IRAM-ISO 9712, com critérios ASME e ASNT.

Perguntas frequentes sobre réplicas metalográficas

O que é uma réplica metalográfica?

É um ensaio não destrutivo que reproduz a microestrutura da superfície de um componente metálico sobre um filme de acetato. A área é polida e atacada quimicamente para revelar os contornos de grão e as fases; o filme copia esse relevo e é analisado com microscópio óptico em laboratório. O componente não é cortado e nenhum corpo de prova é extraído.

Que tipos de dano se detectam com réplicas metalográficas?

Identifica-se dano por fluência (creep) em suas diferentes etapas, desde cavidades isoladas nos contornos de grão até microtrincas orientadas; esferoidização da perlita; grafitização em aços ao carbono; descarbonetação, crescimento de grão e outras alterações microestruturais provocadas por exposição prolongada à temperatura.

Em que equipamentos se aplica o ensaio por réplicas?

Em caldeiras e seus superaquecedores e reaquecedores, coletores de vapor, tubos e serpentinas de fornos, reformadores e trechos de vapor de alta temperatura. É o ensaio habitual quando um componente acumulou muitas horas de operação acima da faixa em que o material começa a fluir e é necessário conhecer o estado da sua microestrutura.

É preciso tirar o equipamento de serviço para retirar uma réplica?

O equipamento não é desmontado e o trecho ensaiado não é substituído, mas a área precisa estar acessível, fria e limpa para poder ser polida e atacada, por isso a retirada é coordenada com uma parada programada. A preparação superficial afeta algumas dezenas de micrômetros e não altera a espessura de forma significativa.

O que é entregue ao final do ensaio?

Um relatório com as micrografias de cada réplica nos aumentos utilizados, a classificação do grau de dano observado em cada zona, um croqui com a localização das réplicas sobre o equipamento, o procedimento aplicado e a assinatura do inspetor qualificado. Esse relatório é o insumo para avaliar a vida residual do componente e definir a próxima inspeção.

Serviços relacionados

Referências normativas

Precisa conhecer o estado real do seu material?

Coordenamos a retirada de réplicas em caldeiras, fornos, linhas de vapor e reformadores, e entregamos o relatório microestrutural com o grau de dano de cada zona.